O Corpo, o Espírito, a Mente
O Dinamismo, o Estático, a Entropia
A Percepção, a Forma, a Concepção
A Ordem, a Neutralidade, o Caos
estas são as trindades que unem o Profano ao Divino
Chove... Que chova! Um dia. Uma semana. Uma ano. Que chovam mil anos num dia. A água limpa, purifica, enxagua as máscaras que nos cobrem. A chuva interrompe guerras, concertos, passeios e inimizades e torna-nos mais próximos uns dos outros. Chuva, esse momento único onde a fecundidade dos céus toca a fecundidade dos solos. Este é um bom dia para a chuva cair dentro do nosso espírito.
Para o Percurso ao Sagrado e ao Profano
um aviso, em tom de conselho, aqui deixo:
«
O Diabo encontra-se no pormenores»
Sentes tristeza quando um líquido agridoce te percorre o sangue e a linfa por todo o corpo. O mundo encolhe, essencializa-se, ganha contornos imprecisos e o que era negado torna-se subitamente possível. A tristeza é o primeiro degrau na escada.

O Mundo das Sombras onde habitamos não é senão um pálido reflexo dos horrores e maravilhas que se ocultam dos nossos sentidos.
Vinte sete, as trevas que devoram.
Seis, o dever, a responsabilidade, o serviço, o conforto, a cura, a beleza, a harmonia e o amor.
Este é o dia para darmos as mãos e caminharmos na berma desta estrada nocturna em busca de abrigo e luz.
Olhei tranquilamente a pedra preciosa, admirando o fulgor das mil imagens que me reflectiam. Não temo, não tremo, não cobiço. Tudo o que me reflecte sou eu, pois se o meu reflexo não sou eu, eu não poderia ser eu.
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.